Um faminto leva mamãe pra conhecer o Subway, no Méier...
- BOA NOITE, NÃO ESTAMOS ACEITANDO CARTÕES!
Penso: Logo quando ia usar o ticket! Saio da fila, saco o dinheiro e volto com a fila 2 vezes maior com o fim do Bota x Fla:
- da pra ligar o ar, pelo menos?
- está com defeito senhor!
- não tem ar, não tem cartão... tem sanduíche??
- depende! qual o senhor vai querer?
- frango com cream cheese.
- tem sim. qual pão?
- ufa, pelo menos isso! três queijos de 30cm.
- não temos três queijos, senhor!
- parmesão com orégano ¬¬
Atendente pega um pão de parmesão com orégano minúsculo, com metade do volume dos pães normais e prepara o sanduíche:
- ESQUENTA?????
- esquenta.
- o forno está com defeito, senhor. pode ser frio?
- está escrito no visor do forno "ambient overheat", deve ser pq o ar está desligado.
- mas o ar está com defeito, senhor.
Gabriel observa a atedente deixar o sanduíche cair no chão e iniciar uma discussão com uma colega de trabalho.
- da pra vocês pararem de discutir de quem é a culpa e fazer outro pq já estou aqui há 20 minutos?
- você quer que eu faça outro, senhor?
- óbvio, ou vai querer que eu coma esse embaixo do seu pé?
- ok senhor. qual o pão?
(2 minutos depois)
- cara, o gerente ta aí?
- sim. BREEEEENO!! CLIENTE TÁ CHAMANDO!!
- Fala Breno, blz? Po cara... tem que por um ar aí. Olha esse calor. Pessoal ta pingando de suor ali atrás desse balcão. O forno não funciona, não aceita cartão, não tem pão, os que têm estão pequenos...
- Poxa meu amigo, você está certo... cheguei aqui tem três dias, e...
- SENHOR, QUAL MOLHO??
- parmesão, azeite, vinagre e sal.
- não temos vinagre!!!
- Olha aí Breno, não tem nem vinagre!!!
- Pois é meu amigo, amanhã nosso fornecimento vai estar regularizado.
- SENHOR, ALGUMA BEBIDA???
- refrigerante de 700 por favor.
- não temos copo de 700!!!! pode ser de 500 senhor??
- Pode. Po, Breno! Mais essa, kra?!
- é que...
- SENHOR. FORMA DE PAGAMENTO???
- ué, mas não está só aceitando dinheiro??
- Pode ser no Sodexo também.
- Mas você não falou no início que não aceitava cartões!!
- Apenas os de débito e crédito. Sodexo aceita, senhor.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Área fim ou área meio?
Ao ingressar no mercado de trabalho ou mesmo ao procurar um novo emprego, geralmente um profissional busca ou bons salários, ou uma empresa de renome que valorize seu currículo. E se ambos os casos forem possíveis, melhor ainda.
Mas um questionamento que deve ser feito em complemento a esses dois quesitos e muitas vezes é ignorado, é com relação ao papel que o profissional vai exercer dentro da empresa e as conseqüências - positivas e negativas - que sua decisão pode lhe proporcionar.
Usando a área de TI como exemplo, temos os seguintes cenários:
TI como atividade fim: Profissionais que irão criar soluções para o mercado, vendendo produtos e serviços de software (programas de computador) ou hardware (equipamentos de informática) para outras empresas. Exemplo: Engenheiro de Software que trabalha na IBM.
TI como atividade meio: Profissionais que irão tomar decisões e definir estratégias de implantação de soluções de tecnologia que melhor apóiem o negócio (área fim) da sua empresa. Exemplo: Engenheiro de Software que trabalha na Chevrolet.
Esses 2 “cenários” se enquadram em qualquer ramo; como o publicitário que trabalha no departamento de marketing de uma rede de hospitais e um médico que trabalha no departamento de RH de uma empresa de publicidade (ou seja, ambos exercendo atividades meio), ou por fim um publicitário que trabalha de fato numa empresa de publicidade e um médico que trabalha em um hospital (agora ambos exercendo atividades fim).
Não existe uma opção que seja a mais adequada, pois a decisão vai depender do perfil do profissional, e quais interesses ele tem pra sua carreira, pois ambos os cenários trazem benefícios, que podem ser mesclados com outros quesitos e até servir de diferencial na hora de optar por um emprego ou outro ou até definir que área de conhecimento seguir dentro da sua formação.
A seguir temos as conseqüências, boas e ruins, ao se trabalhar em ambos os cenários:
Profissionais atuando em áreas meio:
Com a forte tendência de terceirização das áreas meio, esses profissionais geralmente ocupam poucos cargos dentro da empresa. Cargos estes que têm muito mais o papel de representar a empresa como cliente e gerir as atividades realizadas por terceiros ou vendidas por fornecedores, traçando estratégias e defendendo os interesses de negócio da empresa, ao invés de colocar a “mão na massa” nas atividades. Portanto, a tendência é de serem profissionais que:
- Atingem cargos de gestão com mais facilidade;
- Têm maiores salários em longo prazo;
- Têm perfil generalista (conhecem vários assuntos, superficialmente);
- Por atuarem em áreas meio, são menos valorizados dentro da empresa, tendo menos poder de influência no planejamento estratégico.
- Têm menos chances de ocupar cargos do alto escalão, pois fazem parte de setores que apenas apoiam o core-business da empresa;
- Têm, no entanto, maiores chances de praticar o networking;
- O salário pode demorar mais a aumentar, mas em longo prazo, é o perfil de profissional que tende a ganhar maior remuneração.
O essencial nesse caso, é que o profissional atue em uma empresa de renome, pois, como terá mais chances de atuar com gestão do que atuar com alguma especialidade, o que irá valorizá-lo no mercado não são os conhecimentos específicos, mas sim a diversidade de desafios que a corporação o impôs. Entretanto, é importante que busque um diferencial, se especializando em alguma área de conhecimento.
Profissionais atuando em áreas fim:
Podemos dizer que estes profissionais são as estrelas. Apesar do status dentro da empresa, geralmente têm um nível de cobrança muito maior que os demais que atuam em áreas meio. No entanto, a remuneração - e eventuais bonificações – também tende a ser maior. E como fazem parte do core business, eles são o coração da empresa. Seus cargos não podem ser ocupados por terceirizados. Portanto, a tendência é de serem profissionais que:
- São valorizados dentro da empresa, o que aumenta as bonificações e sua visibilidade;
- Têm maiores chances para ocupar um cargo do alto escalão, pois são especialistas no que é vendido pela empresa;
- Têm perfil especialista (conhecem profundamente de um determinado assunto);
- Não têm, na maioria dos casos, perfil para assumir cargos de gestão, o que pode ser um limitador em suas carreiras, tendo de atuar sempre na mesma área específica;
- Têm mais chances de se recolocar/encontrar melhores oportunidades no mercado de trabalho.
- O salário pode aumentar de maneira mais rápida, mas a tendência é que a longo prazo tenha remuneração menor do que os com perfil de gestão.
O profissional que atua em área fim, geralmente não precisa focar em qual empresa irá trabalhar, mas sim o que de conhecimento técnico ele poderá agregar dentro da corporação. Pois é isso que o valorizará no mercado. De qualquer forma, se conseguir unir o útil ao agradável, trabalhando na área fim de uma grande empresa, o sucesso é certo.
Concluindo, caso ainda assim haja dúvida; o ideal sempre é buscar primeiramente empresas menores que consequentemente te farão agregar maior conhecimento (pois você terá mais responsabilidades), para depois buscar empresas de renome. Pois se você pode crescer e ganhar títulos maiores em empresas pequenas de maneira mais rápida, por que tentar o caminho mais longo numa grande empresa onde a competição é bem maior?
É claro, os pontos apontados não são uma regra, pois muitos fatores influenciam nesses cenários, como tamanho e cultura da empresa, tendências de mercado, desempenho do profissional, etc. E principalmente, o perfil do profissional, e que tipo de atuação o mesmo vai querer ter: o que diz aonde se deve chegar, ou o que sabe como chegar? O médico da melhor rede de hospitais da cidade, ou o médico da Toyota? Trabalhar com planejamento de projetos de TI variados, ou trabalhar em projetos desenvolvendo sempre a mesma especialidade?
A escolha é nossa – e pode ser crucial!
Mas um questionamento que deve ser feito em complemento a esses dois quesitos e muitas vezes é ignorado, é com relação ao papel que o profissional vai exercer dentro da empresa e as conseqüências - positivas e negativas - que sua decisão pode lhe proporcionar.
Usando a área de TI como exemplo, temos os seguintes cenários:
TI como atividade fim: Profissionais que irão criar soluções para o mercado, vendendo produtos e serviços de software (programas de computador) ou hardware (equipamentos de informática) para outras empresas. Exemplo: Engenheiro de Software que trabalha na IBM.
TI como atividade meio: Profissionais que irão tomar decisões e definir estratégias de implantação de soluções de tecnologia que melhor apóiem o negócio (área fim) da sua empresa. Exemplo: Engenheiro de Software que trabalha na Chevrolet.
Esses 2 “cenários” se enquadram em qualquer ramo; como o publicitário que trabalha no departamento de marketing de uma rede de hospitais e um médico que trabalha no departamento de RH de uma empresa de publicidade (ou seja, ambos exercendo atividades meio), ou por fim um publicitário que trabalha de fato numa empresa de publicidade e um médico que trabalha em um hospital (agora ambos exercendo atividades fim).
Não existe uma opção que seja a mais adequada, pois a decisão vai depender do perfil do profissional, e quais interesses ele tem pra sua carreira, pois ambos os cenários trazem benefícios, que podem ser mesclados com outros quesitos e até servir de diferencial na hora de optar por um emprego ou outro ou até definir que área de conhecimento seguir dentro da sua formação.
A seguir temos as conseqüências, boas e ruins, ao se trabalhar em ambos os cenários:
Profissionais atuando em áreas meio:
Com a forte tendência de terceirização das áreas meio, esses profissionais geralmente ocupam poucos cargos dentro da empresa. Cargos estes que têm muito mais o papel de representar a empresa como cliente e gerir as atividades realizadas por terceiros ou vendidas por fornecedores, traçando estratégias e defendendo os interesses de negócio da empresa, ao invés de colocar a “mão na massa” nas atividades. Portanto, a tendência é de serem profissionais que:
- Atingem cargos de gestão com mais facilidade;
- Têm maiores salários em longo prazo;
- Têm perfil generalista (conhecem vários assuntos, superficialmente);
- Por atuarem em áreas meio, são menos valorizados dentro da empresa, tendo menos poder de influência no planejamento estratégico.
- Têm menos chances de ocupar cargos do alto escalão, pois fazem parte de setores que apenas apoiam o core-business da empresa;
- Têm, no entanto, maiores chances de praticar o networking;
- O salário pode demorar mais a aumentar, mas em longo prazo, é o perfil de profissional que tende a ganhar maior remuneração.
O essencial nesse caso, é que o profissional atue em uma empresa de renome, pois, como terá mais chances de atuar com gestão do que atuar com alguma especialidade, o que irá valorizá-lo no mercado não são os conhecimentos específicos, mas sim a diversidade de desafios que a corporação o impôs. Entretanto, é importante que busque um diferencial, se especializando em alguma área de conhecimento.
Profissionais atuando em áreas fim:
Podemos dizer que estes profissionais são as estrelas. Apesar do status dentro da empresa, geralmente têm um nível de cobrança muito maior que os demais que atuam em áreas meio. No entanto, a remuneração - e eventuais bonificações – também tende a ser maior. E como fazem parte do core business, eles são o coração da empresa. Seus cargos não podem ser ocupados por terceirizados. Portanto, a tendência é de serem profissionais que:
- São valorizados dentro da empresa, o que aumenta as bonificações e sua visibilidade;
- Têm maiores chances para ocupar um cargo do alto escalão, pois são especialistas no que é vendido pela empresa;
- Têm perfil especialista (conhecem profundamente de um determinado assunto);
- Não têm, na maioria dos casos, perfil para assumir cargos de gestão, o que pode ser um limitador em suas carreiras, tendo de atuar sempre na mesma área específica;
- Têm mais chances de se recolocar/encontrar melhores oportunidades no mercado de trabalho.
- O salário pode aumentar de maneira mais rápida, mas a tendência é que a longo prazo tenha remuneração menor do que os com perfil de gestão.
O profissional que atua em área fim, geralmente não precisa focar em qual empresa irá trabalhar, mas sim o que de conhecimento técnico ele poderá agregar dentro da corporação. Pois é isso que o valorizará no mercado. De qualquer forma, se conseguir unir o útil ao agradável, trabalhando na área fim de uma grande empresa, o sucesso é certo.
Concluindo, caso ainda assim haja dúvida; o ideal sempre é buscar primeiramente empresas menores que consequentemente te farão agregar maior conhecimento (pois você terá mais responsabilidades), para depois buscar empresas de renome. Pois se você pode crescer e ganhar títulos maiores em empresas pequenas de maneira mais rápida, por que tentar o caminho mais longo numa grande empresa onde a competição é bem maior?
É claro, os pontos apontados não são uma regra, pois muitos fatores influenciam nesses cenários, como tamanho e cultura da empresa, tendências de mercado, desempenho do profissional, etc. E principalmente, o perfil do profissional, e que tipo de atuação o mesmo vai querer ter: o que diz aonde se deve chegar, ou o que sabe como chegar? O médico da melhor rede de hospitais da cidade, ou o médico da Toyota? Trabalhar com planejamento de projetos de TI variados, ou trabalhar em projetos desenvolvendo sempre a mesma especialidade?
A escolha é nossa – e pode ser crucial!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O Gigante do Pão de Açúcar
A excelente produção da última propaganda da Johnnie Walker é, mesmo pra que não conhece a história por trás dela, muito marcante. Pra mim, e outros muitos que já devem conhecer, é mais admirável ainda. Esta história, coincidentemente, ouvi mês atrás de
uma guia turística em um passeio que fiz com minha namorada. Mal ela sabia que semanas depois sua história estaria tendo tanta repercussão.
Curta otemizando
A Referência
A propaganda mostra o Pão de Açúcar, e em seguida um suposto terremoto, exibindo alguns cenários da cidade do Rio. Quando a população se dá conta e observa um gigante feito de rocha e terra levantando-se, e então partindo em caminhada em direção ao mar. E no fim, o famoso slogan, direcionado para nós brasileiros: "Keep walking, Brasil".
O Gigante Adormecido
O mito do gigante adormecido é graças a imagem do Rio de Janeiro visto do oceano Atlântico, onde a Pedra da Gávea é a cabeça do gigante, o Corcovado é o pênis do gigante, ou para os mais poéticos, é "o falo do gigante", justamente por ser onde encontramos o monumento que faz referência à Criação da vida(Cristo Redentor), e o Pão de Açúcar são os pés do gigante.
O trecho abaixo, o qual retirei da própria página da Johnnie Walker Brazil no YouTube conta o restante do enredo:
Associação com a Fênix
Ainda há a associação com a figura de uma Fênix, ave que, segundo a mitologia grega, ao morrer, entrava em autocombustão e renascia de suas próprias cinzas, cuja forma semelhante que pode ser vista no Pão de Açúcar, quando observado da Marina da Glória:
A associação, é claro, é feita com o adormecer do gigante, e seu despertar, que traz dias de glórias e novos tempos para a humanidade.
A Propaganda
E agora, o principal. Saboreiem a primeira propaganda de Johnnie Walker com produção dedicada a um só país, que faz alusão ao papel que o Brasil passou a ter no cenário mundial e que trás um enredo o qual - diferentemente das "óbvias" e ultrapassadas propagandas de cerveja, com samba, praia e mulheres bonitas dançando - mostra a essência da nossa cultura, o trecho de nosso hino, "o Gigante pela própria Natureza; Deitado eternamente em Berço Esplêndido", e a reflexão de que, mesmo com um toque de ficção, podemos sim acreditar em dias melhores.
Curta otemizando
A Referência
A propaganda mostra o Pão de Açúcar, e em seguida um suposto terremoto, exibindo alguns cenários da cidade do Rio. Quando a população se dá conta e observa um gigante feito de rocha e terra levantando-se, e então partindo em caminhada em direção ao mar. E no fim, o famoso slogan, direcionado para nós brasileiros: "Keep walking, Brasil".
O Gigante Adormecido
O mito do gigante adormecido é graças a imagem do Rio de Janeiro visto do oceano Atlântico, onde a Pedra da Gávea é a cabeça do gigante, o Corcovado é o pênis do gigante, ou para os mais poéticos, é "o falo do gigante", justamente por ser onde encontramos o monumento que faz referência à Criação da vida(Cristo Redentor), e o Pão de Açúcar são os pés do gigante.
O trecho abaixo, o qual retirei da própria página da Johnnie Walker Brazil no YouTube conta o restante do enredo:
"No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra.
Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.
Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.
Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou.
Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: “O que me faz gigante?”.
Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.
Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo.
Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.
No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer “nunca”.
Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.
Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte.
Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo.
Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.
Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá."
Ainda há a associação com a figura de uma Fênix, ave que, segundo a mitologia grega, ao morrer, entrava em autocombustão e renascia de suas próprias cinzas, cuja forma semelhante que pode ser vista no Pão de Açúcar, quando observado da Marina da Glória:
A associação, é claro, é feita com o adormecer do gigante, e seu despertar, que traz dias de glórias e novos tempos para a humanidade.
A Propaganda
E agora, o principal. Saboreiem a primeira propaganda de Johnnie Walker com produção dedicada a um só país, que faz alusão ao papel que o Brasil passou a ter no cenário mundial e que trás um enredo o qual - diferentemente das "óbvias" e ultrapassadas propagandas de cerveja, com samba, praia e mulheres bonitas dançando - mostra a essência da nossa cultura, o trecho de nosso hino, "o Gigante pela própria Natureza; Deitado eternamente em Berço Esplêndido", e a reflexão de que, mesmo com um toque de ficção, podemos sim acreditar em dias melhores.
domingo, 4 de setembro de 2011
Os desafios do help-desk corporativo (spoc)
Há um tempo atrás, minha equipe foi convocada para uma reunião que visava melhorias no help-desk corporativo de onde estou trabalhando.
O chamado SPOC (single point of contact), conceito abordado em ITIL, até então parecia estar funcionando bem, com algumas exceções - isso na minha visão. Essa "certeza" durou pouco, e em menos de 5 minutos de conversa, entramos em várias questões e constatamos que havia muito o que evoluir.
Pra começar, e como o próprio nome já diz, o SPOC deve ser um ponto único de contato na resolução de incidentes ou no atendimento a serviços. Portanto, uma de suas premissas, é justamente o usuário receber atendimento de um mesmo ponto focal, sempre, até a conclusão do atendimento. Portanto, se o computador do Joaquim está travando, quem deverá ir em busca do solucionador para esse incidente é o atendente. O Joaquim deverá apenas relatar seu problema e aguardar a solução, não importa quantos departamentos se envolvam no caso.
Outro ponto que, justamente por estarmos falando de um help-desk corporativo, acaba acontecendo muito quando o atendimento está falho, é o usuário "ignorar" o help-desk e enviar e-mails diretamente para o departamento responsável, ou, no caso, no departamento que ele julga o responsável. O que pode acabar tornando-se muito comum e desgastante.
Para ilustrar, imaginemos que o sistema de folha de pagamento da empresa comece a apresentar erros desconhecidos justamente no dia do fechamento mensal. Como o usuário não tem visibilidade de toda a estrutura por trás de um sistema, é normal que imaginem que o incidente deverá ser resolvido pelo departamento que foi responsável pelo desenvolvimento desse sistema, e reclamar diretamente com os analistas do setor. Os analistas, mesmo orientando os usuários quanto ao procedimento correto, acabam sendo "obrigados" a se envolver e buscar uma solução, pois até então não há nada que evidencie que a causa do problema está desassociada do sistema. Os analistas perdem tempo analisando o incidente, e depois de algumas horas buscando a causa diretamente no sistema, pode concluir, por exemplo, acionando outras equipes dentro da área de TI, que ocorreram atualizações e redefinições de segurança - em meio a outras dezenas que ocorrem mensalmente - nos servidores onde o sistema está hospedado, e por algum motivo não previsto tal melhoria acabou impactando no funcionamento das aplicações hospedadas nesses servidores e que, portanto, não é de responsabilidade da equipe que desenvolveu o sistema.
Por consequência, a satisfação do usuário sobre o sistema diminui, o mesmo acaba responsabilizando a equipe de desenvolvimento e ainda fazendo com que os analistas invistam tempo desnecessário analisando um problema que jamais iria ser identificado dentro da aplicação.
Esse é um caso dentre vários outros que podem ser muito comuns, principalmente quando a área de tecnologia da empresa possui certo nível de maturidade e é, consequentemente, descentralizada, com diversos departamentos: sistemas, infraestrutura, operações, banco de dados, administração de usuários e redes, e etc.
O papel do SPOC é essencial em casos como esse, e uma boa prática para auxiliar nesse processo é a separação do atendimento do help-desk em 3 níveis:
- Atendimento 1º nível - É o atendimento realizado pelo analista que faz a interface inicial com o usuário, que possui menos conhecimento técnico do que os analistas de segundo nível, no entanto um conhecimento genérico maior. O papel do analista de 1º nível é resolver problemas básicos por telefone ou remotamente e, se não resolver, saber filtrar e encaminhar para o departamento correto o problema reportado.
- Atendimento 2º nível - É o atendimento prestado pelo analista com maior conhecimento no assunto em questão. Os procedimentos serão realizados junto ao usuário, se for o caso, ou, no exemplo dado anteriormente, no servidor do sistema que ocorreu o problema.
- Atendimento 3º nível - É o atendimento prestado por um especialista. Quando nenhum dos outros 2 níveis conseguirem encontrar a solução para o incidente, o mesmo é encaminhado para o terceiro nível.
Assim, os especialistas - que são menor número na empresa - envolvem-se apenas nos problemas com maior criticidade, enquanto o 1º nível envolve-se em todos, direcionando para os devidos analistas o que não for de sua competência.
Vale ressaltar que, mesmo havendo o envolvimento de todos os níveis no atendimento de um incidente ou solicitação de serviço, quem deverá ser a interface do usuário com o setor de TI, é o 1º nível, preferencialmente o mesmo analista, evitando assim de o problema ter que ser reportado e explicado mais de uma vez. Quem fará então a busca da solução junto aos outros níveis e aos setores envolvidos é o analista de 1º nível.
Com uso do SLA (service level agreement), mais um conceito de ITIL, o help-desk deverá estabelecer junto ao usuário um tempo para atendimento da solicitação em questão, levando em consideração severidade (relacionado aos impactos técnicos), prioridade (relacionado aos impactos no negócio) e, consequentemente, criticidade. Isso evita, por exemplo, as ligações para questionar se o problema já foi resolvido. É óbvio que o grande desafio aí, é o alinhamento de todas as áreas envolvidas para que o chamado seja realmente atendido respeitando o SLA.
Outro ponto abordado em ITIL, e que também aplica-se muito bem para o help-desk é a base de conhecimento (ou Knowledge Base). Todo o conhecimento adquirido, lições aprendidas, definição de conceitos técnicos e resolução de problemas devem ser inseridos no KB. A base de conhecimento poderá ser acessada e também abastecida pelos próprios usuários, facilitando a resolução de problemas sem envolvimento do help-desk e incentivando a cultura de compartilhar como resolver determinados incidentes. Reuniões semanais entre as equipes de analistas são importantes para organizar e induzir o compartilhamento dessas informações, fazendo com que problemas já conhecidos sejam atendidos com eficácia.
Ao fim da reunião, concluímos que o help-desk (ou service-desk, que tem um papel mais abrangente que o help-desk) precisa, diante desses conceitos, atentar para 3 fatores:
- Interpretação:
O atendente de 1º nível pode de repente não saber como resolver um assunto, mas ele tem que entender do que o usuário está falando. Dentro de um ambiente onde centenas de softwares/sistemas são utilizados, é comum surgirem requisições de serviços para sistemas específicos, em que o 1º nível jamais estará capacitado para resolver. No entanto, é extremamente importante que o atendente compreenda cada ferramenta e assim entenda de fato o que o usuário quer.
O grande desafio aí, é que geralmente o help-desk é operado por uma consultoria, que não tem conhecimento e nem proximidade às mudanças que ocorrem dentro da empresa. A comunicação entre ambas as partes é essencial para que o help-desk esteja alinhado a realidade e atualizações da empresa. A questão da base de conhecimento é importante nesse aspecto. Uma prática que ilustra bem, é a criação de um script de atendimento para cada sistema que entra no ar dentro da empresa. Supondo que um novo sistema de requisição de férias entrou no ar: o departamento de desenvolvimento deve ter como obrigatoriedade antes de implantar o sistema, criar um roteiro conceitual e de atendimento, citando os módulos do sistema, e como proceder diante de um problema ou mesmo uma requisição (de cadastro de novo usuário, por exemplo).
- Direcionamento:
O exemplo utilizado no início do texto, onde o usuário reclama que a aplicação de folha de pagamento apresenta um erro, serve para ilustrar esse fator. A princípio a solução do incidente parece ser de responsabilidade da equipe de desenvolvedores, e ninguém mais. No entanto, se o help-desk estiver alinhado com todas as equipes, ele conseguirá entender e enxergar que o erro só ocorreu depois de uma mudança, que, no caso exemplificado, foi realizado por uma outra equipe de TI. Assim, é possível ver que é maior a probabilidade dessa equipe (e não a de desenvolvedores) ser a solucionadora desse problema. Isso não iria impedir que o help-desk direcionasse o chamado para outras equipes que talvez sejam as solucionadoras, no entanto, sabendo quem pode influenciar no caso reportado, ele envolve as pessoas corretas e reduz o tempo no diagnóstico da causa; e consequentemente no atendimento do chamado.
- Retorno:
Isso todos nós desejamos em qualquer tipo de solicitação. Seja quando ligamos pra solicitar um serviço no banco ou fazemos uma reclamação online à uma empresa de telefonia. O retorno é crucial para que o cliente (interno ou externo) sinta-se seguro com relação ao atendimento. É melhor entrar em contato para dizer que ainda estão atuando, do que simplesmente ignorar e deixar de posicionar o solicitante.
Poderíamos evoluir ainda mais se continuássemos destrinxando cada um desses tópicos, mas, a princípio, foi isso que destacamos para um mundo ideal, (ou quase ideal). E que por sinal também se aplicaria muito bem em call centers que atendem o público em geral...
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O chamado SPOC (single point of contact), conceito abordado em ITIL, até então parecia estar funcionando bem, com algumas exceções - isso na minha visão. Essa "certeza" durou pouco, e em menos de 5 minutos de conversa, entramos em várias questões e constatamos que havia muito o que evoluir.
Pra começar, e como o próprio nome já diz, o SPOC deve ser um ponto único de contato na resolução de incidentes ou no atendimento a serviços. Portanto, uma de suas premissas, é justamente o usuário receber atendimento de um mesmo ponto focal, sempre, até a conclusão do atendimento. Portanto, se o computador do Joaquim está travando, quem deverá ir em busca do solucionador para esse incidente é o atendente. O Joaquim deverá apenas relatar seu problema e aguardar a solução, não importa quantos departamentos se envolvam no caso.
Outro ponto que, justamente por estarmos falando de um help-desk corporativo, acaba acontecendo muito quando o atendimento está falho, é o usuário "ignorar" o help-desk e enviar e-mails diretamente para o departamento responsável, ou, no caso, no departamento que ele julga o responsável. O que pode acabar tornando-se muito comum e desgastante.
Para ilustrar, imaginemos que o sistema de folha de pagamento da empresa comece a apresentar erros desconhecidos justamente no dia do fechamento mensal. Como o usuário não tem visibilidade de toda a estrutura por trás de um sistema, é normal que imaginem que o incidente deverá ser resolvido pelo departamento que foi responsável pelo desenvolvimento desse sistema, e reclamar diretamente com os analistas do setor. Os analistas, mesmo orientando os usuários quanto ao procedimento correto, acabam sendo "obrigados" a se envolver e buscar uma solução, pois até então não há nada que evidencie que a causa do problema está desassociada do sistema. Os analistas perdem tempo analisando o incidente, e depois de algumas horas buscando a causa diretamente no sistema, pode concluir, por exemplo, acionando outras equipes dentro da área de TI, que ocorreram atualizações e redefinições de segurança - em meio a outras dezenas que ocorrem mensalmente - nos servidores onde o sistema está hospedado, e por algum motivo não previsto tal melhoria acabou impactando no funcionamento das aplicações hospedadas nesses servidores e que, portanto, não é de responsabilidade da equipe que desenvolveu o sistema.
Por consequência, a satisfação do usuário sobre o sistema diminui, o mesmo acaba responsabilizando a equipe de desenvolvimento e ainda fazendo com que os analistas invistam tempo desnecessário analisando um problema que jamais iria ser identificado dentro da aplicação.
Esse é um caso dentre vários outros que podem ser muito comuns, principalmente quando a área de tecnologia da empresa possui certo nível de maturidade e é, consequentemente, descentralizada, com diversos departamentos: sistemas, infraestrutura, operações, banco de dados, administração de usuários e redes, e etc.
O papel do SPOC é essencial em casos como esse, e uma boa prática para auxiliar nesse processo é a separação do atendimento do help-desk em 3 níveis:
- Atendimento 1º nível - É o atendimento realizado pelo analista que faz a interface inicial com o usuário, que possui menos conhecimento técnico do que os analistas de segundo nível, no entanto um conhecimento genérico maior. O papel do analista de 1º nível é resolver problemas básicos por telefone ou remotamente e, se não resolver, saber filtrar e encaminhar para o departamento correto o problema reportado.
- Atendimento 2º nível - É o atendimento prestado pelo analista com maior conhecimento no assunto em questão. Os procedimentos serão realizados junto ao usuário, se for o caso, ou, no exemplo dado anteriormente, no servidor do sistema que ocorreu o problema.
- Atendimento 3º nível - É o atendimento prestado por um especialista. Quando nenhum dos outros 2 níveis conseguirem encontrar a solução para o incidente, o mesmo é encaminhado para o terceiro nível.
Vale ressaltar que, mesmo havendo o envolvimento de todos os níveis no atendimento de um incidente ou solicitação de serviço, quem deverá ser a interface do usuário com o setor de TI, é o 1º nível, preferencialmente o mesmo analista, evitando assim de o problema ter que ser reportado e explicado mais de uma vez. Quem fará então a busca da solução junto aos outros níveis e aos setores envolvidos é o analista de 1º nível.
Com uso do SLA (service level agreement), mais um conceito de ITIL, o help-desk deverá estabelecer junto ao usuário um tempo para atendimento da solicitação em questão, levando em consideração severidade (relacionado aos impactos técnicos), prioridade (relacionado aos impactos no negócio) e, consequentemente, criticidade. Isso evita, por exemplo, as ligações para questionar se o problema já foi resolvido. É óbvio que o grande desafio aí, é o alinhamento de todas as áreas envolvidas para que o chamado seja realmente atendido respeitando o SLA.
Outro ponto abordado em ITIL, e que também aplica-se muito bem para o help-desk é a base de conhecimento (ou Knowledge Base). Todo o conhecimento adquirido, lições aprendidas, definição de conceitos técnicos e resolução de problemas devem ser inseridos no KB. A base de conhecimento poderá ser acessada e também abastecida pelos próprios usuários, facilitando a resolução de problemas sem envolvimento do help-desk e incentivando a cultura de compartilhar como resolver determinados incidentes. Reuniões semanais entre as equipes de analistas são importantes para organizar e induzir o compartilhamento dessas informações, fazendo com que problemas já conhecidos sejam atendidos com eficácia.
Ao fim da reunião, concluímos que o help-desk (ou service-desk, que tem um papel mais abrangente que o help-desk) precisa, diante desses conceitos, atentar para 3 fatores:
- Interpretação:
O atendente de 1º nível pode de repente não saber como resolver um assunto, mas ele tem que entender do que o usuário está falando. Dentro de um ambiente onde centenas de softwares/sistemas são utilizados, é comum surgirem requisições de serviços para sistemas específicos, em que o 1º nível jamais estará capacitado para resolver. No entanto, é extremamente importante que o atendente compreenda cada ferramenta e assim entenda de fato o que o usuário quer.
O grande desafio aí, é que geralmente o help-desk é operado por uma consultoria, que não tem conhecimento e nem proximidade às mudanças que ocorrem dentro da empresa. A comunicação entre ambas as partes é essencial para que o help-desk esteja alinhado a realidade e atualizações da empresa. A questão da base de conhecimento é importante nesse aspecto. Uma prática que ilustra bem, é a criação de um script de atendimento para cada sistema que entra no ar dentro da empresa. Supondo que um novo sistema de requisição de férias entrou no ar: o departamento de desenvolvimento deve ter como obrigatoriedade antes de implantar o sistema, criar um roteiro conceitual e de atendimento, citando os módulos do sistema, e como proceder diante de um problema ou mesmo uma requisição (de cadastro de novo usuário, por exemplo).
- Direcionamento:
O exemplo utilizado no início do texto, onde o usuário reclama que a aplicação de folha de pagamento apresenta um erro, serve para ilustrar esse fator. A princípio a solução do incidente parece ser de responsabilidade da equipe de desenvolvedores, e ninguém mais. No entanto, se o help-desk estiver alinhado com todas as equipes, ele conseguirá entender e enxergar que o erro só ocorreu depois de uma mudança, que, no caso exemplificado, foi realizado por uma outra equipe de TI. Assim, é possível ver que é maior a probabilidade dessa equipe (e não a de desenvolvedores) ser a solucionadora desse problema. Isso não iria impedir que o help-desk direcionasse o chamado para outras equipes que talvez sejam as solucionadoras, no entanto, sabendo quem pode influenciar no caso reportado, ele envolve as pessoas corretas e reduz o tempo no diagnóstico da causa; e consequentemente no atendimento do chamado.
- Retorno:
Isso todos nós desejamos em qualquer tipo de solicitação. Seja quando ligamos pra solicitar um serviço no banco ou fazemos uma reclamação online à uma empresa de telefonia. O retorno é crucial para que o cliente (interno ou externo) sinta-se seguro com relação ao atendimento. É melhor entrar em contato para dizer que ainda estão atuando, do que simplesmente ignorar e deixar de posicionar o solicitante.
Poderíamos evoluir ainda mais se continuássemos destrinxando cada um desses tópicos, mas, a princípio, foi isso que destacamos para um mundo ideal, (ou quase ideal). E que por sinal também se aplicaria muito bem em call centers que atendem o público em geral...
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